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sexta-feira, 27 de julho de 2012

E foi assim o Workshop de Cozinha Vegetariana

Quando uma coisa corre mesmo, mesmo bem, quando os participantes saem satisfeitos, o formador sai satisfeito, os organizadores saem satisfeitos, o que se pode dizer? Missão cumprida, talvez? Sei lá... só sei que foi excelente, e é para repetir.

Introdução: quais as vantagens de uma alimentação vegetariana?

Cá fora fazia sol. Quem sabe o próximo não será ao ar livre?

Miúdos e graúdos...

Apesar da exiguidade do espaço, correu mesmo bem!

Todos tiveram a oportunidade de praticar.

Tofu...

O Rúben apresentou o projecto PROVE Paredes.

O cabaz PROVE.

O espaço, na Junta de Freguesia de Castelões de Cepêda, serviu lindamente.

 Menu no prato!

E sim, foi delicioso!

No fim, o Pedro Jorge Pereira tornou-se sócio da associação Paredes em Transição!
Os nossos agredecimentos ao Pedro, aos participantes, à Junta de Freguesia de Castelões de Cepêda e a todos aqueles que nos ajudaram a fazer desta actividade um sucesso!

terça-feira, 19 de junho de 2012





Varroa destructor é um dos maiores problemas da apicultura hoje em dia. Enfraquece os enxames, podendo mesmo conduzir à sua morte num período de tempo surpreendentemente curto.



Os tratamentos convencionais de combate  a este parasita , com base em acaricidas químicos e sistémicos, para além de poderem deixar resíduos nos diversos produtos da colmeia, estão a atingir o seu limite de eficácia, devido às resistências a estos produtos que a Varroa tem adquirido.



Existem, no entanto, tratamentos alternativos, muito menos tóxicos, e que não deixam resíduos na colmeia ou nos produtos apícolas. Estes tratamentos, dentro de um conceito integrado de combate à varroa, apresentam resultados muito satisfatórios.
Lamentavelmente, no nosso país, os conhecimentos destas técnicas e produtos são muito limitados.



Dando seguimento aos dois workshops introdutórios de apicultura em Paredes, e a pedido de muitos formados, queremos (Paredes em Transição e Harald Hafner) por esta razão, proporcionar o seguinte workshop a apicultores interessados:

Alternativas no Combate à Varroa:

Programa:

-          A Varroa:  Biologia do ácaro e seu efeito sobre a colmeia, como base para um conceito integrado para o seu combate;

-          Diferentes métodos de diagnose da Varroa, na teoria e na prática;

-          Tratamentos alternativos aos acaricidas químicos, com especial atenção aos ácidos orgânicos (acido fórmico, acido oxálico, etc. ), Timol e outros produtos à base de óleos essenciais: sua preparação e aplicação;

-          Conceito integrado do combate à Varroa ao longo do ano;

-          Aplicação e explicação prática das diferentes técnicas e produtos no apiário.

O objectivo deste novo workshop é equipar os participantes com os conhecimentos e ferramentas necessários para que sejam capazes de diagnosticar, controlar e combater a Varroa, com sucesso e de modo alternativo, na sua própria exploração apícola.
O público-alvo são apicultores com mais ou menos experiência, interessados em aprender novos meios, alternativos, no combate a este parasita das nossas amigas- as Abelhas!

workshop "Alternativas no Combate à Varroa" decorrerá na Quinta da Ameixoeira Torta, em vandoma, Paredes, onde decorreram os dois workshops anteriores, no Sábado, 21 de Junho, entre as 9:15 e as 17:15.

workshop realizar-se-á se tivermos um número mínimo de 10 participantes, com um máximo de 20.

Incluirá o almoço a que Rúben já nos habituou, mais dois lanches, manhã e tarde.

Os interessados em frequentar este segundo workshop poderão fazê-lo enviando a ficha de inscrição preenchida e efectuando a transferência 15€  (metade do custo do curso) para o NIB da associação Paredes em Transição: NIB 0033 0000 4540 8581 5800 5 do BCP.

Aqui poderão descarregar a ficha de inscrição que deverá ser devidamente preenchida e enviada para o email: cursosparedesemtransicao@gmail.com

Aqui poderão encontrar informação sobre como efectuar o pagamento.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

E assim encerrámos os dois workshops de apicultura com o Harald Hafner...

Se todos os cursos que contamos organizar no futuro correrem como correram estes dois, ficaremos muito satisfeitos!


Foi fantástico como, mesmo com a adversidade do frio que fazia em Março, e da chuva que caiu em praticamente cada um dos 6 fins de semana em que decorreram os cursos, as coisas correram tão bem!


Para tal, muito contou a empatia que o Harald conseguiu logo criar com os formandos, e a capacidade de organização do Rúben e do Manuel Aguiar. Os formandos contribuíram com o resto. Dois grupos muitos bons, cheios de gente com qualidade.


Tivemos gente que veio de Lisboa, de Castelo Branco, de Estarreja, de Tomar, do Marco de Canavezes, do Porto, de Alfândega da Fé, de Bragança, mas, muito gratificante, tivemos muita gente local, aqui do Vale do Sousa.


Gostaria de ter feito uma entrada para cada curso, mas o tempo não estica e por essa razão, aqui ficam imagens dos dois.


A palestra que iniciou a terceira sessão do segundo workshop, na Sexta-feira passada, no auditório que a Junta de Freguesia de Castelões de Cepeda muito gentilmente nos disponibilizou.

Aula teórica na casa da Quinta da Ameixoeira Torta, em Vandoma.

Aprender a fazer creme de própolis também fez parte do programa.

O Cristiano mostrando a colmeia top bar que fez, e que fez furor. Teve várias encomendas!


Aprendendo a extrair o mel dos favos com uma centrifugadora.

O Luís Amaral, de Lisboa, recebe o seu certificado de participação.

De volta ao apíário, enquanto o tempo o permite.

Um quadro de criação perfeito, de uma raínha nova.

Quem consegue identificar o comportamento que esta abelha exibe?

Já no encerramento do primeiro workshop, e João e o Harald com as cabeças cobertas por abelhas.

O Harald mostrando um quadro de zangãos, parte da estratégia de prevenção da Varroa.

Outro quadro de zangãos, com o Paulo Carneiro ao lado, que foi quem o fez.

O método do quadro de zangãos a mostrar a sua eficácia - conseguem ver a Varroa?

Quem será este? Uma dica: veio do Porto!

Fazendo creme de própolis, no primeiro workshop.

Um núcleo que o Carlos Costa, da Quinta da Pedra que Fala, no Marco de Canavezes, nos fez. Alguém consegue identificar o desenho? Se tiverem curiosidade, cliquem aqui.

A Mónica, de Bragança, recebendo o seu certificado, no encerramento do primeiro workshop.

Dois meses e meio passados desde que iniciámos o primeiro workshop, tem sido uma delícia ver como pessoas de um e outro curso se misturavam nas palestras de Sexta-feira à noite, e continuaram a juntar-se depois. Praticamente todos já tem as suas abelhas, e agora vamos ver as abelhas deste, vamos ajudar a transferir as colmeias daquele, alguém me tira esta dúvida, vou comprar material apícola. Alguém precisa de alguma coisa? O Cristiano e o Carlos começaram a fazer colmeias e têm vendido algumas aos colegas, cujos apiários tem crescido a olhos vistos e já lá vão 4 enxames capturados!
Depois de tudo isto, não tenho qualquer dúvida que, com estes workshops, se iniciou uma dinâmica que será muito interessante observar no futuro, com uma comunidade de novos apicultores (e outros menos novos) muito interessados em aprofundar os seus conhecimentos sobre o tema, em experimentar técnicas e processos novos e sustentáveis, e, acima de tudo, em ajudar-se e aprender uns aos outros. Penso que algo mesmo muito interessante está a começar no Vale do Sousa!




Agradecimentos às várias pessoas que tornaram estes eventos possíveis:  Harald Hafner, Rúben e Elisabete Carminé, Manuel Aguiar, Isabel Leal, Alberto Santos, Duarte Neto, Sérgio Correia, Paulo Carneiro, Miguel Almeida, Óscar Moreira, Paredes em Transição, Quinta da Ameixoeira Torta, Junta de Freguesia de Castelões de Cepêda e aos nossos queridos formandos.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Os Nossos Formados Capturaram um Enxame Silvestre


Um dos grandes objectivos do nosso movimento Paredes em Transição é criar comunidade, laços de amizade e entreajuda entre os seus elementos.
O que, neste capítulo, foi conseguido entre os formados do 1.º Workshop Sobre Apicultura com Harald Hafner ultrapassou - e muito - todas as expectativas.
(Digo "formados" porque o curso terminou no dia 20 de Maio, e prometo que em breve colocarei, aqui, fotografias da 3-ª e última sessão).
Ora dizia eu, os nossos formados encontram-se, visitam-se, ajudam-se, aconselham-se, fazem compras de equipamento uns aos outros, e voltam a encontrar-se e a visitar-se. E capturaram um enxame!
No Sábado passado foram vários os que se reuniram na Quinta da Pedra que Fala, no Marco de Canavezes, onde vivem o Carlos e a Sandra, para ajudar na horta, com as abelhas, e confraternizar.
Qual não foi o espanto quando lhes apareceu um enxame silvestre (agora sabemos que era silvestre, e não um enxameamento do apiário do Carlos e da Sandra) e, preparados com o que o Harald lhes ensinou, capturaram o enxame.
Eu estive lá no Domingo, e ajudei o Carlos a substituir os quadros do núcleo por quadros novos, e posso assegurar que era um excelente enxame!
Deixo abaixo um vídeo, filmado pelo telemóvel do novíssimo apicultor Óscar Moreira, que só não se aproximou mais porque não estava equipado.
Os nossos parabéns aos nossos recém-formados, e muitas felicidades com as suas abelhas!
Como eles dizem entre si: Saudações Apícolas!


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Rita Afonso, a nossa professora de confecção de cosméticos naturais

A Rita Afonso, a nossa professora de confecção de cosméticos naturais, pertence à iniciativa de Transição em Linda-a-Velha, Oeiras, e tem a Liberdade como lema de vida. Tem uma paixão por ensinar o que sabe, e esta oficina que ela vai facilitar no dia 29 de Abril, aqui em Paredes, promete ser um sucesso!
Entrevistámo-la para saber que ingredientes usa, como os escolhe, sobre a sua participação em Linda-a-Velha em Transição, o que a faz correr... Aqui fica a entrevista:

Rita, como começaste a fazer cosméticos?
um pouco antes dos vinte descobri a prodigiosa vida do campo, na serra de Grândola - com o que cá chegou de alemães sonhadores, dissidentes do Maio de 68!!!
Também por essa altura voltei a aprender os prazeres mais simples que haviam de ter feito parte da minha infância e não fizeram, como fazer coroas de flores, tomar banho nas ribeiras e pintar o corpo com as cores que as pedras dão! A partir daí a minha vida nunca mais foi a mesma, nem a minha visão do mundo.
Tinha uma boa amiga cuja mãe sabia e sabe muito de plantas medicinais e ela foi a primeira pessoa a quem vi e ajudei a fazer cremes.
Depois disso, vivi nas Ilhas Canarias e então uma boa amiga passou-me uma receita "secreta", que supostamente se passava de mãe para filha. Uma amiga lhe ensinara e ela ensinou-me a mim. E eu, perdoe-me a tradição, que nasci desbocada e democrática, decidi partilhar aquele segredo com quem o quiser saber!!!

Que ingredientes usas?Tenho predilecção pelo aloé, mas - como terei oportunidade de vos explicar- a lógica dos meus cremes é simples e abrangente. Todas as plantas medicinais com propriedades benignas para a pele são bem vindas.
A cera é um material extremamente nobre e polivalente, disponível na natureza e por isso usado de forma muito diversa por todas as culturas e ao longo dos tempos. Os egípicos usavam-na para o embalsamamento das múmias e os romanos na cerâmica e na escultura (uso que ainda se lhe dá). Nós utilizá-la-emos - como aliás, tantos antes de nós - para pomadas e unguentos, pelas suas propriedades físicas, e também medicinais - a cera é suavizante, protectora, calmante e anti-inflamatória e muito rica em vitamina A, entre outras coisas.
O mel, que resulta ser outra maravilha da colmeia, é um grande aliado da pele e do cabelo pelas suas propriedades cicatrizantes, antibacterianas e anti-inflamatórias; mas também por ser um produto hidratante, remineralizante, suavizante e nutritivo.
Como escolhes os teus ingredientes?
Por norma gosto de usar plantas recolhidas por mim - porque me sinto bem, porque o vínculo criado com o processo inteiro é outro, porque amo as plantas - quanto ao resto escolho sempre biológico, pois a sua qualidade é superior e a ausência de químicos importante.


Que resultados tens obtido?
Como é óbvio, os resultados são bons! O aloé, o azeite e tudo o que tento colocar lá dentro (incluído o Amor!) são ingredientes muito nobres. Mas os tipos de pele e a definição dos usos é algo que deve ficar claro. Uma pele oleosa não gosta de um creme gordo, mas qualquer mão agradece! Tenho adeptos dos meus cremes, mas sobretudo, o resultado mais importante para mim é o empoderamento pessoal; que aqueles que aprendem possam, como eu, sentir-se mais capazes de preencher as suas necessidades sem fazer recurso a outrem, às lojas ou aos recursos ocultos dos outros. É bom sabermos fazer o nosso creme, o nosso óleo de massagem, o nosso pão ou o nosso cachecol. Volta a colocar em nós, pouco a pouco, o poder sobre a nossa vida e as nossas decisões/necessidades de consumo.

O que te faz correr?
Não corro, caminho! Mas o que me faz correr é paixão! Como não sentir o enorme entusiasmo de estar viva?

Como te meteste no movimento de Transição?
...Coisas da vida! O movimento de transição já se tinha tentado meter comigo, mas eu é que não lhe dei bola! Depois descobri com agrado que havia um 1º Curso de Iniciação à Permacultura cá em Linda-a-Velha e eu, que queria muito em breve voltar para o campo, fui fazê-lo. Deste então a aventura não parou. A iniciativa na qual estou não deixou de crescer e, por incrível que pareça, já nem sinto pressa de voltar ao campo, pois aqui está delicioso!
Falando sério, este é um momento muito especial da Humanidade, um momento de viragem, de transição. É uma honra para mim estar aqui e agora. Sempre foi um anseio meu fazer alguma coisa para colaborar na mudança que ocorre. E o Movimento de Transição parece ter algo! Alguma coisas em nós faz sentido, muitas coisas neste movimento fazem sentido. E a minha vida, como a de quase toda a gente, precisa de fazer sentido. Quero-me deitar cada noite cansada mas feliz por aquilo que escolho viver e a Transição é um projecto sensato e maduro, apesar de sonhador e incerto. Tem pés para andar, além de cabeça coração e mãos.
E o que esperas acrescentar com a tua participação?
O que espero acrescentar? Daquilo que tenho para dar, tudo.

Para mais informações sobre a oficina com a Rita, clicar aqui.

quarta-feira, 28 de março de 2012

E foi assim o 2.º Workshop de Apicultura

Algumas imagens do 2.º Workshop de Apicultura com Harald Hafner em Paredes:

A parte teórica, na casa da Quinta da Ameixoeira Torta.

Fumigador em acção. Fumo branco, seco e frio. Apenas um pequeno sopro, criando uma pequna nuvem de fumaça que se mantenha sobre os quadros, para pacificar as abelhas, que associam o fumo a um fogo florestal, enxendo-se de mel.

 
Leitura de um quadro. Haverá postura recente? Alvéolos vagos?


O mestre ajuda os formandos na leitura de um quadro.
 
Colocação de uma nova alça para mel.

E os formandos são os seus primeiros passos com as abelhas.

Colocação da cobertura sobre a alça de mel de uma segunda colmeia.

Entrada das abelhas na colmeia, após a perturbação. Algumas regressa do seu voo de colheita, com as patas carregadas com pólen.

Como caças F14 Tomcat aterrando no porta-aviões...

Esta abelha exibe um comportamento em que liberta o odor indicativo da sua colmeia, para que a identifiquem e deixem entrar. Uma espécie de santo e senha.

A turma do segundo workshop, no Domingo de manhã.

Os formandos dão os seus primeiros passos com as abelhas: retirando os quadros para inspeção.

Leitura de um quadro: a rainha é a abelha mais comprida, que pode ser vista no centro da imagem.

Leitura de um quadro: no centro da imagem, célula de rainha.

No Domingo à tarde, os formandos do 1.º workshop que não tiveram hipótese de dar os seus primeiros passos com as abelhas, por causa da chuva, tiveram essa oportunidade.
Aqui, o Harald usa quadros vazios, que incentivam a criação de zangãos: um método engenhoso e natural para controlar a  Varroa destructor, um ácaro responsável pela devastação de muitas colmeias.

O método do Harald a funcionar: Alguns exemplares de varroa no favo de criação de zangãos. Em pormenor, varroa na larva de um zangão.

As galinhas chamaram-lhe um figo (e os galos também)!


E contribuem para fechar o círculo e manter a sanidade da colmeia. Nada se perde!

Controlo engenhos da varroa: à tarde, um quadro vazio (para zangãos) que tínhamos colocado na parte da manhã já se encontrava com bastante cera puxada pelas abelhas.

 Ao fim do dia, tirou-se mel de alguns quadros velhos de mel que foram substituídos por cera nova.

Depois dos alvéolos espremidos...

 E a colheita final. Encerramento de um dia fantástico!